segunda-feira, 23 de maio de 2016

Hoje estou me sentindo extremamente jovem.
Bem disposta,  animada, pensando ir ao cinema mais tarde ver um filme que me disseram ser muito bom.
Observei  que ainda tenho o rosto quase sem rugas...
Talvez seja porque,  quando era  jovem e frequentava as praias do Rio, seguia o  conselho da minha mãe  e jamais ficava com meu rosto exposto ao sol...
Lembrei  que, recentemente, fui a uma festa   de aniversário de criança...
Estava sentada num banco de jardim,  à sombra de uma árvore, e observava   outros convidados, quando um homem ,  bem  apessoado,  veio se sentar ao meu lado...
Puxou conversa,  gostou do papo...  e acabou me convidando para...  quem  sabe...  ir ao teatro  com  ele, ver uma peça encenada por um artista de São Paulo que  passava   por Brasília...
A  conversa  seguia  animada,   assunto vai...   assunto  vem...
Contava ele como veio parar em Brasília na época em que se aposentou e como aqui plantou um novo escritório de advocacia  para “ter o que fazer  e não morrer  de tédio”...
A conversa ia animada até que, de propósito, encaixei  na conversa que  farei  oitenta anos no ano que vem...
Bastou!  o homem  disse que ia buscar uma bebida para nós... e não voltou mais...


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