Hoje estou
me sentindo extremamente jovem.
Bem
disposta, animada, pensando ir ao cinema
mais tarde ver um filme que me disseram ser muito bom.
Observei que ainda tenho o rosto quase sem rugas...
Talvez seja
porque, quando era jovem e frequentava as praias do Rio, seguia
o conselho da minha mãe e jamais ficava com meu rosto exposto ao
sol...
Lembrei que, recentemente, fui a uma festa de aniversário de criança...
Estava
sentada num banco de jardim, à sombra de
uma árvore, e observava outros
convidados, quando um homem , bem apessoado,
veio se sentar ao meu lado...
Puxou
conversa, gostou do papo... e acabou me convidando para... quem sabe...
ir ao teatro com
ele, ver uma peça encenada por um artista de São Paulo que passava
por Brasília...
A conversa
seguia animada, assunto vai... assunto vem...
Contava ele
como veio parar em Brasília na época em que se aposentou e como aqui plantou um
novo escritório de advocacia para “ter o
que fazer e não morrer de tédio”...
A conversa
ia animada até que, de propósito, encaixei
na conversa que farei oitenta anos no ano que vem...
Bastou! o homem
disse que ia buscar uma bebida para nós... e não voltou mais...
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